Como Exportar

Consultoria Empresarial - BRASIL

Por que exportar

Por que exportar


IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE EXPORTADORA – POR
QUE EXPORTAR


Dentre as vantagens que a atividade exportadora oferece às empresas, destacam-se
as seguintes:


a) aumento de produtividade – exportar implica aumento da escala de produção,
que pode ser obtido pela utilização da capacidade ociosa da empresa e/ou
pelo aperfeiçoamento de seus processos produtivos. A empresa poderá,
assim, diminuir o custo de seus produtos, tornando-os mais competitivos,
e aumentar sua margem de lucro;


b) diminuição da carga tributária – a empresa pode compensar o recolhimento
dos impostos internos, via exportação:


I. os produtos exportados não sofrem incidência do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI);


II. o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tampouco
incide sobre operações de exportação de produtos industrializados,
produtos semielaborados, produtos primários ou prestação de serviço;


III. na determinação da base de cálculo da Contribuição para o Financiamento
da Seguridade Social (COFINS), são excluídas as receitas decorrentes da
exportação;


IV. as receitas decorrentes da exportação são também isentas da contribuição
para o Programa de Integração Social (PIS) e para o


V. Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep); e


VI. o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aplicado às operações de
câmbio vinculadas à exportação de bens e serviços tem alíquota zero.


c) redução da dependência de vendas internas – a diversificação de mercados
(interno e externo) proporciona à empresa maior segurança contra as
oscilações dos níveis de demanda interna;


d) aumento da capacidade inovadora – as empresas exportadoras tendem a
ser mais inovadoras que as não exportadoras, costumam utilizar maior
número de novos processos de fabricação, adotam programas de qualidade
e desenvolvem novos produtos com maior frequência;


e) melhoria de condições para obtenção de recursos financeiros – mecanismos
financeiros no Brasil, como o Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC)
e o Adiantamento sobre Cambiais de Exportação (ACE), possibilitam às
empresas exportadoras o recebimento da receita de exportação antes mesmo
do início do processo produtivo, utilizando taxas de juros internacionais
normalmente mais baixas do que as aplicadas no mercado interno. Sobre
esse assunto, consulte o capítulo 14 deste manual;


f) aperfeiçoamento de recursos humanos – as empresas que exportam destacamse
na área de recursos humanos, pois costumam oferecer melhores salários
e oportunidades de treinamento a seus funcionários;


g) aperfeiçoamento de processos industriais e comerciais – a melhoria na
qualidade e na apresentação do produto, a elaboração de contratos mais
precisos e a adoção de novos processos gerenciais, por exemplo, conferem à
empresa melhores condições de competição interna e externa;


h) melhoria da imagem da empresa – o caráter de “empresa exportadora” é
referência importante nos contatos da empresa no Brasil e no exterior, pois
a imagem da empresa associa-se à de mercados externos, em geral mais
exigentes, com reflexos positivos para seus clientes e fornecedores.


Em resumo, a exportação assume grande relevância para a empresa por ser
o caminho mais eficaz para garantir o seu próprio futuro em um ambiente
globalizado cada vez mais competitivo, que exige das empresas brasileiras plena
capacitação para enfrentar a concorrência estrangeira, tanto no país como no
exterior.


Para o Brasil, a atividade exportadora tem também importância estratégica, pois
contribui para a geração de renda e emprego, para a entrada das divisas necessárias
ao equilíbrio das contas externas e para a promoção do desenvolvimento
econômico.


2.1. A internacionalização da empresa


A internacionalização da empresa consiste em sua participação ativa nos
mercados externos. Com a eliminação das barreiras que protegiam, no passado,
a indústria nacional, a internacionalização é o caminho natural para que as
empresas brasileiras se mantenham competitivas. Se as empresas brasileiras
se dedicarem exclusivamente a produzir para o mercado interno, sofrerão a
concorrência das empresas estrangeiras dentro do próprio país. Por conseguinte,
para manter sua participação no mercado interno, deverão modernizar-se e
tornarem-se competitivas em escala internacional. A atividade exportadora,
contudo, não é isenta de dificuldades, até mesmo porque o mercado externo
é formado por países com idiomas, hábitos, culturas e leis muito diversos,
dificuldades essas que devem ser consideradas pelas empresas que se preparam
para exportar.


As empresas podem participar do mercado internacional de modo ativo e
permanente ou de maneira eventual. Em geral, o êxito e o bom desempenho na
atividade exportadora são obtidos pelas empresas que se inseriram na atividade
exportadora como resultado de um planejamento estratégico direcionado para
os mercados externos.


O planejamento estratégico envolve questões como pontos fracos e fortes,
ameaças e oportunidades, itens que devem ser previamente analisados. A seleção
dos mercados nos quais a empresa atuará também deve ser feita com base em
pesquisas e em mercados prioritários.


A pesquisa de mercado é a maneira certa de a empresa iniciar atividades e obter
sucesso no mercado internacional. A exportação está baseada no tripé: pesquisa
– promoção comercial (feiras e missões comerciais) – persistência aliada à visão
de longo prazo.


2.2. Etapas de internacionalização da empresa


As empresas podem ser classificadas segundo as seguintes categorias, que revelam
as etapas do caminho a ser percorrido até se transformarem em exportadoras
ativas:


a) não interessada – mesmo que eventualmente ocorram manifestações de
interesse por parte de clientes estabelecidos no exterior, a empresa prefere
vender exclusivamente no mercado interno;


b) parcialmente interessada – a empresa atende aos pedidos recebidos de clientes
no exterior, mas não estabelece plano consistente de exportação;


c) exportadora experimental – a empresa vende apenas aos países vizinhos, pois
os considera praticamente uma extensão do mercado interno, em razão da
similaridade dos hábitos e das preferências dos consumidores, bem como
das normas técnicas adotadas;


d) exportadora ativa – a empresa modifica e adapta seus produtos para atender
a mercados no exterior. A atividade exportadora passa a fazer parte da
estratégia, dos planos e do orçamento da empresa.


2.3. Considerações importantes


As empresas brasileiras interessadas em transformar-se em exportadoras ativas
devem ter, entre outros, os seguintes cuidados:


a) para a conquista do mercado internacional, as empresas não devem considerar
a exportação como atividade esporádica, vinculada às flutuações do mercado
interno. Parcela de sua produção deve ser sistematicamente destinada ao
mercado externo;


b) a empresa exportadora deverá estar em condições de atender sempre às
demandas regulares de seus clientes no exterior;


c) a concorrência internacional é derivada, entre outros fatores, da existência de
maior número de exportadores do que de importadores. No mundo, outros
fornecedores potenciais buscarão conquistar os mercados já ocupados pelas
empresas brasileiras;


d) os exportadores brasileiros devem saber utilizar plenamente os mecanismos
fiscais e financeiros postos à sua disposição pelo Governo, a fim de aumentar
o grau de competitividade de seus produtos; e


e) todas as comunicações recebidas de importadores externos devem ser
respondidas, mesmo que, em determinado momento, o exportador não tenha
interesse ou condições de atender aos pedidos recebidos. O bom diálogo
com os importadores, tanto efetivos como potenciais, prepara o campo para
vendas futuras.



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